Laboratório Plínio Bacelar | Tradição que acompanha o futuro
A tecnologia mudou radicalmente a forma de realizar exames laboratoriais, tornando os processos mais ágeis e confiáveis. No Laboratório Plínio Bacelar, essa transformação começou há quase cinco décadas, com a incorporação de equipamentos eletrônicos e a informatização dos serviços.
Às vésperas de completar 85 anos, em 2027, a instituição segue acompanhando os avanços da área, com inteligência artificial integrada à rotina e investimentos contínuos em inovação. Nesta entrevista, o laboratório conta como a evolução tecnológica transformou o trabalho e a experiência dos pacientes.
Conversamos com o Dr. Carlos Bacelar, diretor do grupo, que relembrou os principais marcos dessa trajetória, explicou como a tecnologia está presente no dia a dia dos exames e falou sobre os desafios de manter a qualidade e a confiança em um cenário de constante evolução.
Descubra – O que mudou na forma de fazer exames nas últimas décadas e o que seria impensável quando o laboratório começou? Quais tecnologias mais transformaram a rotina do laboratório?
Dr. Carlos Bacelar – No ano que vem o laboratório completa 85 anos. Até a década de 1970, o trabalho era todo manual, e não se podia dar total certeza dos resultados.
No final dos anos 70 começou a transformação que acompanhamos até hoje. Pela subsidiária brasileira do fabricante, conseguimos importar o primeiro contador eletrônico de glóbulos brancos e vermelhos. Considero isso um marco na evolução dos exames: o hemograma completo, que faz essas duas contagens, passou a ter qualidade excelente e resultados confiáveis. Quando era manual, não dava para garantir isso.
Ainda no fim dos anos 70 começamos a informatizar o laboratório. Os primeiros computadores recebiam os dados do paciente e os resultados, e uma impressora imprimia o laudo automaticamente. Isso reduziu erros e foi o início da informatização.
Depois vieram os equipamentos semiautomatizados de bioquímica e imunologia. No início dos anos 2000 recebemos aqui o primeiro equipamento totalmente automatizado para hormônios e imunologia, o quarto da América Latina. Bastava colocar a amostra do paciente (soro, sangue) com o código dos exames, e o equipamento fazia tudo com resultados de excelência.
Descubra – Em que medida a automação e a inteligência artificial já fazem parte dos processos do Plínio Bacelar?
Dr. Carlos Bacelar – Hoje temos uma esteira automatizada que processa as amostras do começo ao fim. Os resultados são liberados automaticamente pelo computador, e um profissional verifica e libera para o cliente, com certeza absoluta.
Essa esteira e os outros equipamentos já trabalham com inteligência artificial há muito tempo, só que sem esse nome. Ela faz parte da metodologia dos equipamentos: eles leem as amostras, interpretam, fazem as curvas de calibração, dão os resultados e fazem a crítica dos resultados. O nome “inteligência artificial” assusta um pouco hoje, mas isso já faz parte da nossa rotina.
Descubra – Quais inovações estão sendo incorporadas e quais estão no radar para os próximos anos?
Dr. Carlos Bacelar – Estamos sempre atentos ao que acontece no mundo, porque a tecnologia que usamos hoje é o que existe de melhor em análises clínicas. Não dá para dizer como vai ser daqui a dois, cinco ou seis anos. É uma evolução sem fim, e temos que acompanhar. Não é fácil, mas é necessário. Hoje temos muitos equipamentos novos, e não se muda tudo de repente: é uma evolução contínua.
Descubra – Para o paciente, onde ele percebe essa transformação? O que mudou na experiência de quem entra hoje no laboratório?
Dr. Carlos Bacelar – O cliente precisa ter certeza de que estamos acompanhando a evolução, e ele já percebe isso no próprio atendimento. Ele se sente mais seguro, por causa de todo o investimento feito, do atendimento até a impressão do resultado final. Ele precisa confiar que está sendo bem atendido e que seus dados estão protegidos.
Descubra – Qual é o maior desafio para uma empresa com mais de 80 anos que quer continuar relevante? Como preservar a identidade e se adaptar ao mesmo tempo?
Dr. Carlos Bacelar – O desafio é acompanhar a evolução, que não para. Não é fácil, mas é necessário. Vamos para os 85 anos sem olhar pelo retrovisor, sempre seguindo em frente. Esse é o lema do laboratório: o compromisso com a qualidade.
Descubra – Como a Clínica de Vacinas representa uma evolução na trajetória do grupo? Ela acompanha uma mudança no comportamento do consumidor, mais interessado em prevenção?
Dr. Carlos Bacelar – Foi uma necessidade. Os grandes laboratórios passaram a incluir a vacinação nos seus serviços porque ela é quase um complemento. Imunizar a população e prevenir doenças fazem parte do nosso trabalho em saúde. A vacina veio atender a uma necessidade da população: temos o laboratório e, ao lado, a clínica de vacinas, e o paciente pode usar os dois. É parte do atendimento à população.
