Exposição Devir do Olhar reúne trajetória artística de André Torres no Casarão Centro Cultural
A Galeria 117, do Casarão Centro Cultural, recebe a exposição “Devir do Olhar”, do artista visual André Torres. Inaugurada na última quarta-feira (22), a mostra marca o retorno do artista à cena expositiva com uma retrospectiva que percorre sua produção desde os anos 1990 até os dias atuais.
Na exposição, André Torres apresenta diferentes momentos de uma trajetória construída a partir da pesquisa, da sensibilidade e da liberdade criativa. A mostra revela transformações e permanências de uma produção que atravessa diferentes técnicas, experiências e linguagens, refletindo um olhar em constante movimento.
Sua formação artística teve início ainda na década de 1980, quando se aperfeiçoou em Air Brush, no Colégio Acadêmico. Na década de 1990, cursou Artes Visuais no Parque Lage, no Rio de Janeiro, ampliando sua formação e suas possibilidades de expressão. Em 2000, uma viagem pela América marcou outro momento importante de sua trajetória. Em busca de inspirações, vivências e novos horizontes estéticos, o artista ampliou sua percepção sobre o mundo e a arte, incorporando novas referências ao seu percurso criativo.
De volta a Campos, André desenvolveu trabalhos em diferentes contextos e espaços, realizando pinturas e projetos para lojas, casas noturnas e ambientes residenciais, além de painéis personalizados. Sua produção aproximou a arte de diferentes públicos e levou sua linguagem visual para além dos espaços tradicionalmente dedicados à exposição artística.
O artista também atuou durante 10 anos como técnico em Artes Visuais no Sesc Campos, período em que participou da organização de exposições e acompanhou a produção de artistas, entre eles Ivald Granato, contribuindo para a movimentação e o fortalecimento da cena artística local.
De acordo com a organização do evento, com “Devir do Olhar”, André Torres revisita sua própria trajetória e compartilha com o público uma produção construída ao longo de décadas. A exposição propõe um encontro com a arte como caminho, memória e reinvenção, revelando um olhar que se transforma ao longo do tempo sem perder sua essência.
