Ateliê Matheus Crespo recebe a exposição Memória Negra a partir deste sábado (21)
O Ateliê Matheus Crespo inaugura, neste sábado (21), às 17h, a exposição de encerramento da Residência Artística Memória Negra, resultado de um processo coletivo de criação que reuniu artistas em torno de investigações sobre memória, ancestralidade e imaginários afrobrasileiros. A experiência marca o fim do ciclo da residência e convida o público a acompanhar de perto os caminhos que foram construídos ao longo dos encontros.
Durante o período da residência, os artistas desenvolveram pesquisas, experimentações e trocas que atravessam diferentes linguagens e formas de expressão. O processo, que envolveu escutas, partilhas e vivências coletivas, agora ganha forma em obras, registros e proposições artísticas que revelam fragmentos das investigações realizadas.
De acordo com os organizadores, a proposta da residência parte da ideia de que trazer a memória ao presente é convocar o passado para criar novos acontecimentos, e não apenas repeti-lo. Nesse sentido, a arte surge como um espaço de reconstrução simbólica, capaz de repovoar os imaginários com imagens, histórias e personagens que foram apagados ao longo da história.
Inspirada nas tradições afrobrasileiras e nos saberes ancestrais, a residência buscou ativar outras formas de conhecimento e percepção do mundo. Elementos como os adinkras, símbolos de origem Akan que carregam ensinamentos e filosofias africanas, aparecem como referências para pensar as tecnologias
ancestrais que sustentam modos de viver, criar e compartilhar.
A exposição apresenta ao público parte dessas investigações, revelando processos que atravessam o corpo, o território e a memória coletiva. As obras reunidas apontam para histórias que persistem nas palavras, nas ruas, nas construções e nas experiências vividas, reafirmando a potência da arte como espaço de escuta, cura e imaginação.
Abrir o processo para o público, faz com que a Residência Artística Memória Negra reafirme o compromisso com a partilha de saberes e com a construção de espaços onde memórias e histórias possam fazer morada.
Após a abertura, a exposição segue aberta para visitação de terça a sexta-feira, das 15h às 19h, no Ateliê Matheus Crespo.
Endereço: Rua Barão da Lagoa Dourada, 212.
O projeto é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, Ministério da Cultura e Governo Federal, com apoio da Prefeitura de Campos dos Goytacazes, Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima e Fundo Municipal de Cultura de Campos.
ARTISTA RESIDENTES
Ayò Adelowo
Claudio Riskador
Denis Cândido
Ester Caetano
Gabrielle Guimararães
Garden
Laryssa Monteiro
Maria Esther Machado
Paola D’Alessandri
Vinicin
FICHA TÉCNICA
Curadoria / Design / Artista – Matheus Crespo
Gestão do Projeto – Fran Produz
Produção Executiva – Franthesca Ribeiro
Produção / Mediação – Siano Cardoso
Produção / Pesquisa Pedagógica – Rogério Peixoto
Gerenciamento de Redes Sociais – Nai Vianna